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Vivemos a Renascença dos games, diz criador de Journey

5 ago

(publicado originalmente no site da INFO)

São Paulo – O jogo que vendeu mais rápido na história da Playstation Network tem uma particularidade curiosa: é um jogo sem diálogos. Journey, atualmente exposto no Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (FILE), exibição de arte em São Paulo, é mais uma obra com a marca registrada de Jenova Chen, designer chinês que já tinha criado games em que, em vez de comandar personagens, o jogador assumia controle de elementos como ventos e nuvens.

Nascido em Xangai, Jenova se mudou para os Estados Unidos logo após se formar Ciência da Computação e Design em seu país natal. Na Califórnia, se tornou um dos nomes mais celebrados da indústria de games. Em entrevista a INFO, o designer fala sobre o sucesso de seu game e o futuro da indústria de games.

Na sua avaliação, por que Journey se tornou o jogo de PSN que vendeu mais rapidamente? Existem muitas razões para isso.  Uma delas é que a “thatgamecompany” (desenvolvedora de Chen) já lançou alguns jogos por lá antes e tem boa reputação. Os usuários estavam ansiosos para conhecer Journey e logo resenhas positivas viralizaram na rede PSN, tratando Journey como um jogo “triplo A”, termo usado para definir games de alta qualidade.

O jogo está sendo exibido em São Paulo na FILE, ao lado de obras de arte. Games são uma manifestação artística? Flow (2006) e Flower (2009), outros games que criei, também foram exibidos em edições da FILE – nós já viramos clientes de carteirinha (risos). Claro, me sinto honrado desses trabalhos serem considerados arte. Eu estudei Artes e sempre quis associar meus trabalhos a isso, por mais que eles sejam lançados comercialmente. Em 2009, Flower esteve no Museu de Arte Contemporânea de Xangai (MOCA), numa exposição de artistas chineses e belgas, ao lado de instalações e outras obras de arte digital – mesmo sendo um jogo. Essa foi uma experiência muito interessante. Em certo dia, cheguei mais cedo ao local e vi guardas do museu jogando Flower antes da exposição abrir. Pessoas que normalmente não jogariam videogames estavam interagindo com Flower.

Atingir pessoas que não são gamers é uma intenção sua? Minha filosofia é fazer jogos para seres humanos, não apenas para quem já joga. Acredito no videogame como uma mídia interativa, algo para todos. Hoje, todos usam navegadores, internet, vão a museus, interagem com muitas coisas, mas nem todos jogam videogames. Isso ocorre porque o conteúdo dos jogos ainda é muito limitado. A maior parte dos títulos é direcionada para o perfil de pessoas que já possuem consoles – homens entre 15 e 35 anos, provavelmente. São jogos relacionados a poder, fantasia e competição. Há muita testosterona. Se você pensar em fazer jogos para todos, então esse não é o sentimento que todos precisam. Por isso, busco emoções que não são normalmente exploradas na paisagem natural dos games. Coisas como relaxamento, por exemplo. Acho que isso pode interessar a qualquer pessoa, independente de sexo ou idade.

Os games são apenas diversão ou uma mídia importante, que ajuda a informar e educar? O videogame é uma mídia importante pela enorme quantidade de pessoas que está interagindo com os jogos todos os dias. Com as redes sociais, surgiram muitos jogadores casuais que nunca experimentaram propriamente um game de console – mas ainda assim, podem ser considerados gamers. Nesse território, até a distribuição entre homens e mulheres está equilibrada. Na minha visão, o que falta para os videogames serem respeitados como mídia universalmente é uma questão de conteúdo. Temas que possam emocionar e inspirar todo tipo de pessoa e proporcionar a elas uma nova forma de olhar o mundo.

Atualmente, você está envolvido em dois projetos audiovisuais sobre games, o filme “Us and the Game Industry” e a série de vídeos “Critical Path”.  Cinema e games vão se aproximar?Não é por acaso que muitos cineastas estão interessados em filmar a cena atual de desenvolvedores de games. Com a ascensão dos desenvolvedores independentes e a queda no custo para criar jogos, nós estamos vivendo a Renascença dos videogames. Na indústria cinematográfica, os custos eram enormes e as produções eram limitadas a grandes estúdios, até surgirem produções independentes e estudantes de cinema exibindo seus filmes em festivais e salas menores. Muitas inovações no cinema surgiram nesse momento. Acredito que, no futuro, essa época será vista como o momento em que os games começaram a amadurecer. É uma época muito interessante com artistas igualmente interessantes.

Estar nos Estados Unidos é essencial para criar games de sucesso global? Você poderia fazer o mesmo trabalho a partir da China? Eu tive três convites de emprego nos Estados Unidos após me formar na China. Um deles era para ser programador na Microsoft, o outro para ser designer numa produtora de publicidade e um último para ser artista numa empresa de MMO. Era uma decisão difícil, eu queria fazer os três, então decidi vir para o Ocidente para aprender mais. Estudei Cinema por um tempo, mas sinto que isso serviu mais para adiar minhas escolhas profissionais. Mas isso me esclareceu bastante sobre a opção por games. Percebi que podia contribuir melhor no ramo de mídia interativa. Agora não me interesso mais por fazer filmes de forma alguma. Tenho amigos trabalhando nesse ramo, sei como é e considero a área de games muito mais interessante.

Seus jogos não prezam pelo uso de palavras.  Por que enredos mínimos? Eu cresci na China, sem grande noção cultural sobre como as coisas funcionam no Japão ou nos Estados Unidos. Se eu fizesse jogos normais de console, eu não teria vantagem nesse aspecto. Tive que escolher coisas que poderiam ter apelo tanto para ocidentais quanto para orientais e achei que os roteiros enxutos cumpririam essa função. Eu também não uso palavras por ser péssimo em literatura. Eu não leio muito, eu não escrevo muito, mas sei que posso usar imagens e sons para me expressar, passando sentimentos e significados. Em Journey, busquei transmitir uma sensação de estranheza e de ser pequeno diante do mundo, para que todos pudessem interagir e cooperar.

Você disse que é péssimo em literatura, mas você constrói boas narrativas. Narrativa não é literatura. Narrativa é dominar o arco de intensidade das emoções. Isso nós sabemos fazer bem, ainda que sem palavras.

Os jogos precisam de momentos catárticos? Todo artista, seja você um escritor, um cantor, um dançarino, um diretor, um músico, um designer de games, todos estão em busca do momento catártico porque é a única forma pela qual você pode tocar um adulto. Eu não diria que consegui isso em todos meus jogos, mas Flower e Journey foram feitos especificamente para provocar a catarse.

Seu nome de batismo é Xinghan e você adotou o nome Jenova em função de um personagem de Final Fantasy VII? Meu melhor amigo se apelidou de Cloud (protagonista de FFVII). Nós fazíamos aula de inglês juntos e todos na sala tinham que criar um apelido. Eu tinha dificuldade para pronunciar Sephiroth (vilão de FFVII), então pensei sobre o que poderia fazer para superar esse amigo. Jenova tinha relação com a origem das células que Cloud e Sephiroth tinham. Cloud é uma espécie de clone de Sephiroth e ele, por sua vez, é uma espécie de filho de Jenova. Então, de certa forma, Jenova é a vó (ou vô) de Cloud. Achava isso muito legal (risos). Depois, fui pesquisar a real origem da palavra e vi que ela poderia significar “o novo Deus”. Claro, se eu soubesse disso antes, eu não teria escolhido o nome.

O que podemos esperar do seu próximo trabalho, agora que o contrato de sua devenvolvedora com a Sony acabou? Já pensou em criar games para o console movido a Android, Ouya? Os criadores do Ouya fizeram contato comigo, para que eu promovesse o console – mas ele nem está disponível ainda. Assim que ele estiver no mercado e provar que tem força, claro, gostaremos de trabalhar com eles. Mas ele tem que existir primeiro.

Li que você considera que videogames ainda são muito caros. O que você pensa sobre pirataria? Acho que a pirataria é justamente um sinal de que os jogos são muito caros. Mas a pirataria está começando a ser superada pela indústria por meio de demos e outros tipos de promoção, como os conteúdos exclusivos para download, os pacotes de jogos, entre outros. São opções com custos menores e maneiras mais flexíveis de pagar. Acho que isso tende a minimizar o problema da pirataria com o tempo.

Uma vez você disse que a Sony tem jogos mais artísticos e adultos. Você acha que encontrará esse tipo de público agora que está fora da Sony? As pessoas já sabem quem é Jenova Chen? Essa notícia foi muito estúpida. Alguém da imprensa me mandou um e-mail perguntando o que eu tinha a dizer sobre a PSN, agora que nosso contrato com a Sony estava terminado. Eu queria dizer algo bom sobre nossa época com eles e ressaltei que eles se preocupam com esse lado artístico e maduro em jogos e, sendo assim, quem tinha acesso à PSN, teria mais chance de abraçar títulos como os nossos. Minha intenção era encorajar desenvolvedores que queriam fazer jogos dessa linha. Mas o jornalista apenas publicou algo como “Jenova Chen diz que PS3 tem mais títulos maduros que X360 e Wii”. Essa foi uma invenção ridícula.

O que você recomendaria de jogos clássicos para aqueles que gostam de Flower e Journey?Eu acho que é bom conhecer toda a história clássica dos videogames, coisas como Pac-Man e Mario, e coisas recentes como Shadow of the Colossus e ICO, que foram grandes influências para mim.

Mas essa é uma pergunta difícil, por não saber quem é o público exato de que estamos falando aqui. Às vezes, você está triste e quer consumir algo feliz. Há um leque incrível de produtos que você pode adquirir para isso. Você pode ir a um parque de diversões, você pode ouvir música feliz, você pode assistir a um seriado, até ler um livro de autoajuda. E certamente há algum jogo que você pode jogar para se sentir feliz – provavelmente Katamari Damacy (risos). Essa deve ser a felicidade pura se tratando de games, não é? Mas existem outras necessidades e desejos humanos de emoção. Algumas pessoas gostam de se sentir tristes, então há tragédias; outras gostam de ter pensamentos profundos sobre acontecimentos da vida real, então há documentários.

Portanto, acho que para recomendar algo para qualquer segmento de pessoas, é necessário saber pelo que estão famintos. Se for empolgação ou sensação de alcançar objetivos, acho que muito dos videogames modernos podem fornecer isso. Acho inclusive que para a sensação de alcançar objetivos, o videogame é o que há de melhor hoje em dia. Mas se for nostalgia, romance e drama, acho que o cinema ainda é uma linguagem mais forte nesse momento. Mas não é possível indicar algo para todos.

O que restou para você atingir a seguir em sua carreira?  Eu nunca atingi o que eu queria. Nós começamos a “thatgamecompany” porque muitas pessoas nos escreviam pedindo que mostrássemos ao mundo o tipo de jogos que estávamos fazendo enquanto estudávamos. Isso ajudaria as pessoas a ver os games de forma diferente, não sendo limitados apenas a violência, sexualidade e competição. Sinto que ainda não cumpri esse dever – mudar a opinião do público sobre o que é videogame. Eu quero que qualquer pessoa possa enxergar videogames como algo com que ela possa se relacionar e ter na sua rotina.

E o que você produzirá a seguir para alcançar isso? Bom, eu não posso falar para você (risos). Mas sonho com um jogo a que o mundo inteiro, ou pelo menos a maior parte dele, tenha acesso e posso jogar comunitariamente.

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Proibido, decodificador de TVs a cabo faz sucesso no varejo

7 jul

Fotos: Ivan Oliveira

(matéria publicada originalmenta no site da INFO)

São Paulo – Chamados de “chupa-cabra” ou “gatonet”, os decodificadores genéricos que prometem liberar o sinal das TVs pagas e permitir acessar todos os pacotes de canais gratuitamente se tornaram um sucesso de vendas em sites de leilões e no varejo popular. Quem caminha pelas ruas da Santa Ifigênia ou navega por sites de comércio eletrônico encontra com relativa facilidade dispositivos como o Azbox, Lexusbox e Azamerica.

Uma vez acoplados a cabos de TVs como NET, SKY e TVA, esses equipamentos são capazes de liberar o acesso a toda grade de canais destas operadoras. Para funcionar, o usuário geralmente assina um pacote básico de TV paga, recebe o cabo da operadora em sua sala e, então, substitui o decodificador original pelo falso, que contém códigos para liberar o acesso a todos os canais.

Por fomentar a pirataria, o comércio desses produtos foi proibido pela Justiça Federal no fim de 2011 e, naturalmente, nunca foram homologados pela Anatel, agência que autoriza (ou não) a venda de qualquer dispositivo eletrônico no Brasil. Apesar da proibição legal, esses produtos podem ser encontrados com facilidade.

Na Santa Ifigênia, região reduto da tecnologia em São Paulo, os decodificadores estão a poucos passos de qualquer um. Durante um giro pela famosa via, INFO não teve dificuldades em encontrar um Netline ou um Azbox exposto em vitrines e prateleiras. Mesmo quando não pode ser visto numa vitrine, uma pergunta sobre “gatonet” para ambulantes será o suficiente para que o consumidor seja conduzido até alguma lojinha que tenha o aparelho. Ou, ao menos, receberá indicações de como chegar até uma delas.

Os vendedores mais jovens não têm receio de falar sobre o equipamento. Dão instruções sobre como fazer instalação, parcelam o pagamento do produto e até oferecem garantia caso o consumidor não consiga fazer o decodificador funcionar de modo adequado em sua casa. Os aparelhos são achados por preços entre 350 a 500 reais.

Os balconistas não omitem um problema recorrente que afetam esses produtos: a troca de códigos, realizado periodicamente pelas operadoras. Para driblar os piratas, as operadoras mudam de tempos em tempos os códigos que permitem acessar os canais de TV paga e atualizam apenas os decodificadores “oficiais”, fornecidos por elas mesmas aos consumidores. Quando isso acontece, o gatonet deixa de funcionar, mas apenas temporariamente. Os próprios vendedores do centro da cidade ensinam o consumidor a burlar o sistema e indicam sites que publicam atualizações para os decodificadores falsos.

De fato, quem pesquisar na web não terá dificuldade em encontrar fóruns onde este tipo de informação circula livremente. Em conversa com a reportagem da INFO, um dos profissionais da Santa Ifigênia explicou que trabalha há quatro anos com este tipo de produto e nunca teve problemas, bem como seus clientes. “Quando uma atualização faz seu gatonet falhar, você vai na internet, pega os novos códigos e atualiza o decodificador usando apenas um pen drive. É fácil e rápido”, diz o vendedor, que pediu para não ter seu nome divulgado.

Outro lado – Para Antonio Salles Neto, diretor do Seta (Sindicato Nacional das Empresas Operadoras de Sistemas de Televisão por Assinatura), a impunidade é a principal responsável pela onda de pirataria. “As autoridades ainda não começaram a combater esse crime de forma intensiva. Faltam fiscais para averiguar lojas e sites de e-commerce”, diz Neto, que critica também a falta de consciência dos consumidores que compram esses produtos. Salles Neto diz que a pirataria causa perdas anuais de 1,2 bilhão de reais às empresas do setor.

No comércio popular, é possível perceber que cresce a preocupação com a repressão. Um dos vendedores ouvidos pela INFO afirmou que a venda destes produtos já foi mais popular, porém algumas lojas abandonaram os decodificadores com medo da fiscalização. É possível, no entanto, que algumas lojas tenham simplesmente mudado o modo de venda do varejo físico para sites de e-commerce, onde é mais difícil serem descobertos.

Na internet, não só é fácil achar esses produtos, como é possível adquiri-los por preços ainda mais acessíveis. Sites de venda e compra oferecem os decodificadores parcelados, com frete incluso e descontos. No MercadoLivre, um dos sites mais importantes do segmento, a oferta destes produtos é comum, embora o serviço diga, em seus termos de uso, que a comercialização de “decodificadores de TV a cabo, satélite ou antena”, é proibida. No mesmo texto, a empresa afirma que pode suspender ou cancelar qualquer publicação que viole essa regra, mas explicita que os vendedores são os únicos responsáveis por esses produtos.

Rua Santa Ifigênia

“O negócio dos operadores é vender assinaturas legais e bons serviços, o que não ocorre com os sinais de Azbox e aparelhos similares, que dependem do furto de chaves de acesso. Não raramente as instabilidades comprometem a qualidade do serviço e submetem os usuários a constrangimentos”, diz Salles Neto, da Seta. De acordo com advogados das operadoras, quem utiliza decodificadores falsos pode ser processado por crime de pirataria, caso seja descoberto.

Procurada pela INFO, a assessoria da SKY declarou que a operadora “rechaça a pirataria de todas as formas” e considera essa prática como “prejudicial não só para o setor como para toda a sociedade”. A SKY classificou a prática como “criminosa” e disse investir em novas tecnologias para impedir o hackeamento de seu sinal por decodificadores não-autorizados. Já a NET explicou, via assessoria de imprensa, que os sites da Seta e a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) já publicam a posição da operadora de repúdio à pirataria no segmento.

Apesar da crescente popularidade do “gatonet”, Salles Neto se mostra otimista. “A pirataria de sinal é algo relativamente novo, tenho certeza de que tanto os consumidores quanto o poder público perceberão a gravidade dessa prática e passarão a combatê-la”, disse a INFO.

HELLO DEMOCRACY GOODBYE ACTA

4 jul

Notícias (10 a 16 de março)

16 mar

Notícias e outras novidades que me chamaram a atenção durante a semana:

01) O Flavorwire divulgou o excelente curta Solipsist. Dirigido por Andrew Huang, o filme ganhou o Prêmio Especial de Júri do Slamdance Film Festival, na categoria de Curta Experimental. Poucas vezes tive experiência audiovisual tão onírica. Rivaliza fácil com irmãos Quay, David Lynch e vídeos da Björk.

02) Falando em Lynch, o Gothamist tirou poeira de um anúncio feito pelo cineasta em 1991. Trata-se de um vídeo de minuto contra o mau hábito de jogar lixo na rua. Já tinha visto alguns comerciais do Lynch, mas esse é definitivamente o que mais exala sua autoria.

03) Depois de Stan Lee, George Takei e Katee Sackhoff, chegou a vez de Big Bang Theory contar com aparição de… Stephen Hawking! O famoso físico gravou sua cena no último dia 9. O episódio vai ao ar no dia 5 de abril, uma semana após a também célebre participação de Leonard Nimoy, o Spock da série clássica de Star Trek.

04) Você colecionava o álbum de figurinhas da Gang do Lixo? Sabia que um dos piores filmes da história é sua adaptação para o cinema? Pois saiba que eles, também conhecidos como Garbage Pail KidsBasuritas, voltarão às telonas para mais uma tentativa. O diretor é conhecido como PES e é especialista em stop-motion. Enquanto mais essa aberração não vê a luz do dia, confira o trailer do longa original, rodado em 1987.

05) Um interessante pôster falso contendo Ryan Gosling foi publicado nesta semana. Walt traria o astro na pele do próprio Walt Disney. Quem assina este sonho é o artista francês Pascal Witazek. Será que a Disney bancaria? E, se bancasse, será que não ficaria chapa branca demais?

06) Legendaram o primeiro trailer da versão live-action de Samurai X. Fui muito fã da série, principalmente em sua segunda temporada (que poderia render filme bem mais espetacular que a primeira), e aguardo ansioso pelo resultado.

07) Sin City 2 deve ser filmado entre junho e julho deste ano, segundo o diretor Robert Rodriguez. A sequência de Machete também está confirmada e começa a ser rodada em abril. Ambos imperdíveis.

08) Após quatro anos de seu anúncio e doze de intervalo em relação ao seu antecessor, finalmente Diablo III será lançado.

09) David Cronenberg e Sam Raimi unirão forças para lançar o seriado Knifeman. A história acompanha o doutor John Hunter, cirurgião do século XVIII que contribuiu substancialmente para o conhecimento sobre o corpo humano.

10) Paul McCartney deve se apresentar novamente no Brasil ainda este ano. Sua turnê incluirá duas passagens por Recife e uma por Florianópolis. É provável que uma data em Brasília também seja marcada, mas não há previsão para shows no eixo Rio-São Paulo. Atualmente, Paul divulga seu álbum mais recente Kisses on the Bottom.

11) George Clooney foi preso nesta sexta (16) por desobediência civil. Ele protestava contra a situação do Sudão em frente à embaixada do país em Washington. Pena que ele não quer ser político.

12) A ópera Quarta-Feira de Luz, que o compositor Karlheinz Stockhausen concluiu em 1997, será interpretada pela primeira vez na íntegra. Como parte da orquestra, um quarteto de cordas tocará nas alturas, com cada integrante em um helicóptero. A execução da obra, que tem 5 horas de duração, 150 artistas envolvidos e todas dificuldades de produção típicas do músico alemão, ocorrerá em Birmingham, na Inglaterra. A apresentação fará parte das celebrações das Olimpíadas em Londres. WTF? Confira um trecho do Quarteto de Cordas para Helicópteros a seguir:

13) Para o cineasta Peter Greenaway, o cinema está morto e Martin Scorsese é perda de tempo. Sabia que o último filme que ele pagou para assistir numa sala com telona foi Veludo Azul (1986), de David Lynch? Leia na íntegra a entrevista feita por Rodrigo Salem com o excêntrico diretor para a Folha.

14) Tom Hardy, uma das grandes revelações dos últimos anos ao lado de Ryan Gosling, estrelará filme sobre motoqueiros fora-da-lei nos anos 1970. Ainda não há título ou previsão de estreia. Por enquanto, vale conferir seus outros longas como por exemplo Bronson (foto), A Origem, Guerreiro e O Espião que Sabia Demais.

Notícias (3 a 9 de março)

9 mar

Notícias e outras novidades que me chamaram a atenção durante a semana:

01) Johnny Depp não cansa de tentar novos visuais. Veja ele nas fotos mais recentes de Dark Shadows e Lone Ranger.

02) David Lynch ganhou uma exposição na Tilton Gallery, em Nova York. O diretor não expunha seus quadros em museus da cidade desde 1989. Bob’s Second Dream é uma das obras da exibição.

03) O próximo hit da Madonna foi escrito em colaboração com o Mika. Um trechinho já foi liberado na net.

04) Ninguém merece um Bane versão minicraque. Mas foi feito.

05) Fiona Apple finalmente quebrará o jejum e lançará novo álbum. Assim como em seu segundo lançamento, o título também é excessivo. Neste caso, ele é composto por 23 palavras: The Idler Wheel is wiser than the Driver of the Screw, and Whipping Cords will serve you more than Ropes will ever do. Não importa, tem mais é que falar, cantar e voltar à tona. Ainda lembro a primeira vez que vi seu clipe Criminal, no Top 10 USA da MTV (apresentado por Cazé na época).

06) Charlie Sheen será o host da Rock N Roll All Stars no Brasil. A banda, que conta com Gene Simmons, Glenn Hughes, Duff McKagan, Sebastian Bach e outras lendas do hard rock, se apresenta no dia 21 de abril no festival Metal Open Air, de São Luís (MA).

07) Não é novidade, mas descobri esse vídeo sobre o livro R. Crumb: The Complete Record Cover Collection. A obra reúne todas as capas de disco realizadas pelo quadrinista, que criava originais por encomenda, além de fazer interpretações de seus clássicos favoritos.

08) Não acompanho Simpsons, mas a homenagem que eles fizeram para Game of Thrones em seu último episódio é espetacular.

09) O próximo álbum do Metallica será lançado de forma independente e o baterista Lars Ulrich está preocupado com a distribuição do disco. Bem curiosa essa reviravolta, já que a banda foi a maior inimiga do Napster em 2000 e poucos. Bom, a primeira preocupação deles deveria ser voltar a compor bem, algo raro nos últimos anos.

10) Mary Elizabeth Winstead, atriz inesquecível de Scott Pilgrim Contra o MundoÀ Prova de Morte e Duro de Matar 4.0, foi contratada para atuar no filme A.C.O.D. (Adult Children of Divorce). Sempre é bom revê-la, mas sua participação em Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros provavelmente será mais empolgante.

11) O SNES não é fabricado desde 2003, mas para a surpresa de todos, ganhará um lançamento. Nightmare Busters foi produzido pela Super Fighter Team e custará 60 dólares. Vendo assim por cima, me lembrou de leve o jogo Sparkster.

12) A TV Cultura fez mais um corte em sua folha salarial, dispensando 50 empregados. Lamentavelmente, entre eles está Cadão Volpato, apresentador do Metrópolis e vocalista da banda Fellini. Entrelinhas e Vitrine são alguns dos programas que podem ser tirados do ar.

13) Lindsey Bessanson criou uma série de insetos steampunks. Surreal pra cacete. Veja a galeria aqui.

14) Saiu trailer de Hit and Miss, nova minissérie com a musa indie Chloë Sevigny. Seu papel? Uma assassina profissional transex.

15) O Flavorwire fez uma lista bacana dos 10 filmes mais “estranhamente eróticos”. Entre eles, o filme primordial (Estrada Perdida), Irreversível, Crash – Estranhos Prazeres e A Professora de Piano. Confira a lista completa aqui.

16) O single One, do U2, completou 20 anos. O clipe do Bono fumando é um lixo, mas a versão do búfalo era uma das melhores coisas da MTV na época.

17) Foi divulgado nesta semana abaixo-assinado a favor da Comissão da Verdade com nomes de diversos cineastas brasileiros. Laís Bodansky, Ruy Guerra, Walter Carvalho, Sergio Rezende, Sergio Machado, Phillipe Barcinski, Eduardo Escorel e Barretão são alguns dos representantes na lista, que pode ser vista na íntegra no blog do Zanin. (Abaixo, o excelente curta Palíndromo, do Barcinski)

18) Woody Allen vai atuar no filme Fading Gigolo, dirigido por John Turturro. Eles já trabalharam juntos em Hannah e Suas Irmãs, com os “papéis” invertidos. Sharon Stone e Sofia Vergara também estão no elenco.

19) Pra finalizar, pobre Guido Crepax que se revirou na tumba com essa Valentina.