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Proibido, decodificador de TVs a cabo faz sucesso no varejo

7 jul

Fotos: Ivan Oliveira

(matéria publicada originalmenta no site da INFO)

São Paulo – Chamados de “chupa-cabra” ou “gatonet”, os decodificadores genéricos que prometem liberar o sinal das TVs pagas e permitir acessar todos os pacotes de canais gratuitamente se tornaram um sucesso de vendas em sites de leilões e no varejo popular. Quem caminha pelas ruas da Santa Ifigênia ou navega por sites de comércio eletrônico encontra com relativa facilidade dispositivos como o Azbox, Lexusbox e Azamerica.

Uma vez acoplados a cabos de TVs como NET, SKY e TVA, esses equipamentos são capazes de liberar o acesso a toda grade de canais destas operadoras. Para funcionar, o usuário geralmente assina um pacote básico de TV paga, recebe o cabo da operadora em sua sala e, então, substitui o decodificador original pelo falso, que contém códigos para liberar o acesso a todos os canais.

Por fomentar a pirataria, o comércio desses produtos foi proibido pela Justiça Federal no fim de 2011 e, naturalmente, nunca foram homologados pela Anatel, agência que autoriza (ou não) a venda de qualquer dispositivo eletrônico no Brasil. Apesar da proibição legal, esses produtos podem ser encontrados com facilidade.

Na Santa Ifigênia, região reduto da tecnologia em São Paulo, os decodificadores estão a poucos passos de qualquer um. Durante um giro pela famosa via, INFO não teve dificuldades em encontrar um Netline ou um Azbox exposto em vitrines e prateleiras. Mesmo quando não pode ser visto numa vitrine, uma pergunta sobre “gatonet” para ambulantes será o suficiente para que o consumidor seja conduzido até alguma lojinha que tenha o aparelho. Ou, ao menos, receberá indicações de como chegar até uma delas.

Os vendedores mais jovens não têm receio de falar sobre o equipamento. Dão instruções sobre como fazer instalação, parcelam o pagamento do produto e até oferecem garantia caso o consumidor não consiga fazer o decodificador funcionar de modo adequado em sua casa. Os aparelhos são achados por preços entre 350 a 500 reais.

Os balconistas não omitem um problema recorrente que afetam esses produtos: a troca de códigos, realizado periodicamente pelas operadoras. Para driblar os piratas, as operadoras mudam de tempos em tempos os códigos que permitem acessar os canais de TV paga e atualizam apenas os decodificadores “oficiais”, fornecidos por elas mesmas aos consumidores. Quando isso acontece, o gatonet deixa de funcionar, mas apenas temporariamente. Os próprios vendedores do centro da cidade ensinam o consumidor a burlar o sistema e indicam sites que publicam atualizações para os decodificadores falsos.

De fato, quem pesquisar na web não terá dificuldade em encontrar fóruns onde este tipo de informação circula livremente. Em conversa com a reportagem da INFO, um dos profissionais da Santa Ifigênia explicou que trabalha há quatro anos com este tipo de produto e nunca teve problemas, bem como seus clientes. “Quando uma atualização faz seu gatonet falhar, você vai na internet, pega os novos códigos e atualiza o decodificador usando apenas um pen drive. É fácil e rápido”, diz o vendedor, que pediu para não ter seu nome divulgado.

Outro lado – Para Antonio Salles Neto, diretor do Seta (Sindicato Nacional das Empresas Operadoras de Sistemas de Televisão por Assinatura), a impunidade é a principal responsável pela onda de pirataria. “As autoridades ainda não começaram a combater esse crime de forma intensiva. Faltam fiscais para averiguar lojas e sites de e-commerce”, diz Neto, que critica também a falta de consciência dos consumidores que compram esses produtos. Salles Neto diz que a pirataria causa perdas anuais de 1,2 bilhão de reais às empresas do setor.

No comércio popular, é possível perceber que cresce a preocupação com a repressão. Um dos vendedores ouvidos pela INFO afirmou que a venda destes produtos já foi mais popular, porém algumas lojas abandonaram os decodificadores com medo da fiscalização. É possível, no entanto, que algumas lojas tenham simplesmente mudado o modo de venda do varejo físico para sites de e-commerce, onde é mais difícil serem descobertos.

Na internet, não só é fácil achar esses produtos, como é possível adquiri-los por preços ainda mais acessíveis. Sites de venda e compra oferecem os decodificadores parcelados, com frete incluso e descontos. No MercadoLivre, um dos sites mais importantes do segmento, a oferta destes produtos é comum, embora o serviço diga, em seus termos de uso, que a comercialização de “decodificadores de TV a cabo, satélite ou antena”, é proibida. No mesmo texto, a empresa afirma que pode suspender ou cancelar qualquer publicação que viole essa regra, mas explicita que os vendedores são os únicos responsáveis por esses produtos.

Rua Santa Ifigênia

“O negócio dos operadores é vender assinaturas legais e bons serviços, o que não ocorre com os sinais de Azbox e aparelhos similares, que dependem do furto de chaves de acesso. Não raramente as instabilidades comprometem a qualidade do serviço e submetem os usuários a constrangimentos”, diz Salles Neto, da Seta. De acordo com advogados das operadoras, quem utiliza decodificadores falsos pode ser processado por crime de pirataria, caso seja descoberto.

Procurada pela INFO, a assessoria da SKY declarou que a operadora “rechaça a pirataria de todas as formas” e considera essa prática como “prejudicial não só para o setor como para toda a sociedade”. A SKY classificou a prática como “criminosa” e disse investir em novas tecnologias para impedir o hackeamento de seu sinal por decodificadores não-autorizados. Já a NET explicou, via assessoria de imprensa, que os sites da Seta e a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) já publicam a posição da operadora de repúdio à pirataria no segmento.

Apesar da crescente popularidade do “gatonet”, Salles Neto se mostra otimista. “A pirataria de sinal é algo relativamente novo, tenho certeza de que tanto os consumidores quanto o poder público perceberão a gravidade dessa prática e passarão a combatê-la”, disse a INFO.

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5 apps para celebrar o Dia do Steampunk

15 jun

(publicada originalmente no Download da Hora)

Grandes máquinas movidas a vapor, indumentária e arquitetura da Era Vitoriana e elementos de fantasia e cyberpunk. Essas são algumas das características que definem o steampunk, que teve seu Dia Internacional comemorado nesta quinta (14/6).

Embora o gênero esteja associado a escritores pioneiros de ficção científica como H. G. Wells e Jules Verne, ele não está representado apenas na literatura. Games da série Final Fantasy, versões cinematográficas mais recentes de Sherlock Holmes e Os Três Mosqueteiros e até quadrinhos como A Liga Extraordinária também bebem muito dessa fonte.

Conheça a seguir 5 aplicativos gratuitos de smartphone para tirar fotos, jogar e até xingar como um verdadeiro representante do steampunk:

1 – Steampunk PhotoTada!

Steampunk PhotoTada! é um aplicativo que tira fotos e disponibiliza efeitos para você deixá-las com cara de steampunk.

Após tirar a foto pelo próprio app, ele oferece três opções de tratamento da imagem. É possível deixá-la com diversas cores: sepia, preto e branco, bronze, fumaça azul, gás mostarda, entre outros. A intensidade de cada tonalidade pode ser controlada.

Além disso, você pode colocar vários efeitos sobre a foto, como desgaste com manchas, borrados de bebida, escritos de jornal, ferrugem e mais onze outras opções. Nesse quesito, também é possível regular a intensidade.

Por fim, basta escolher a moldura de sua foto. Existem onze opções, todas remetendo a engrenagens, à Era Vitoriana e outros elementos steampunks.

Após criar a foto, você pode salvá-la em seu álbum do iPhone ou compartilhar a criação por e-mail, Flickr ou Facebook.

Baixe o Steampunk PhotoTada! para iPhone pelo Downloads INFO.

2 – Steampunk Solitaire Free

Steampunk Solitaire Free é um jogo de Paciência com estética típica steampunk.

Esta versão oferece possibilidade de voltar ações, além de contar o tempo e os movimentos feitos pelo jogador.

Embora a tela inicial tenha boa arte e o jogo não seja feio, o game decepciona na falta de opções básicas, como virar apenas uma carta ou subir cartas por naipe com duplo clique. No lugar, créditos e comerciais dos outros jogos da desenvolvedora estão disponíveis.

Ainda assim, para fãs do jogo ou de steampunk, não deixa de ser um tema gráfico novo que pode refrescar a experiência com as cartas.

Baixe o Steampunk Solitaire Free para iPhone pelo Downloads INFO.

3 – Steampunk Go Launcher Ex Theme

Steampunk Go Launcher Ex Theme é um aplicativo que deixa seu Android com tema no estilo steampunk.

Além do papel de parede cheio de engrenagens e do menu estilizado, são disponibilizados diversos ícones personalizados que remetem às características steampunk.

É necessário instalar o GO Launcher EX para que o aplicativo rode. Se ele não estiver instalado em seu smartphone, um link direto será fornecido instantaneamente.

Baixe o Steampunk Go Launcher Ex Theme para Android pelo Downloads INFO.

4 – Steampunk Calculator

Steampunk Calculator é um aplicativo com funções simples de uma calculadora. Seu diferencial é apresentar visual steampunk.

Assim que você digita o primeiro elemento da conta e a operação desejada, ele fecha os sinais com uma grade. Apenas ao digitar a segunda parte e pedir o resultado, a grade se abre junto com o resultado.

Animações com vapor e engrenagens mexendo, além de sons industriais, permeiam toda experiência com o app.

Se o usuário quiser praticidade e bons recursos de uma calculadora, deve ficar longe de Steampunk Calculator. Mas se o objetivo for fazer contas simples e passar por processos cansativos com estilo, o app pode ser uma boa pedida.

Baixe o Steampunk Calculator para Android pelo Downloads INFO.

5 – Steampunk Insult Engine Free

Steampunk Insult Engine é um aplicativo que oferece 127.500 desaforos diferentes para insultar alguém como um verdadeiro steampunk.

O app conta com três diferentes fundos para os textos e quatro personagens caracterizados como personagens steampunk.

O aplicativo, que é inteiro em inglês, pode ser boa curiosidade para fãs do gênero steampunk.

Baixe o Steampunk Insult Engine para Android pelo Downloads INFO.

6 apps para testar seus conhecimentos

3 jun

(originalmente publicado no INFO Online)

Gosta de competir desenhando no Draw Something, ouvindo no Song Pop ou cantando no Sing Something? Os apps que envolvem adivinhar imagens e sons estão em alta, mas não é só deles que vivem os smartphones.

Existem muitas opções de aplicativos no estilo quiz ou trivia em que você pode testar seus conhecimentos gerais. Confira 6 exemplos divertidos para avaliar sua cultura nerd:

1 – IMDb Trivia

O IMDb Trivia é um aplicativo com diversas perguntas sobre filmes e pessoas envolvidas com cinema.

O que mais impressiona no app é sua variedade na elaboração das perguntas. Durante o processo, o usuário se depara com questões mais típicas sobre curiosidades, mas também tem que responder em quais dos filmes citados tal ator esteve ou até rearranjar uma série de longas em ordem cronológica.

O programa conta com seis pacotes de questões, incluindo seções com perguntas apenas sobre blockbusters, filmes familiares ou seriados, por exemplo.

Três dos pacotes só são disponibilizados após você atingir um número de pontos no primeiro, que já vem aberto. Os dois restantes são pagos – cada um custa US$0.99.

A diversidade em IMDb Trivia, jogo digno do site – que é referência na área – faz com que seja difícil enjoar do app. Prato cheio para cinéfilos.

Baixe o IMDb Trivia para iPhone pelo Downloads INFO.

2 – Trolling Internet Meme Quiz

O Trolling Internet Meme Quiz é um jogo que testa o quanto você está por dentro dos memes e suas histórias.

O aplicativo conta com mais de 130 perguntas sobre o tema. Algumas pedem apenas para você reconhecer uma figura, oferecendo quatro alternativas.

Outras questões pedem para você escrever nomes dos memes ou vão até mais fundo, perguntando datas e outras características relativas à figura.

Abrangente e com design convidativo, o Trolling Internet Meme Quiz garante boa diversão e diversas curiosidades.

Baixe o Trolling Internet Meme Quiz para Android pelo Downloads INFO.

3 – Logos Quiz

Logos Quiz é um jogo para iPhone no qual você tem que adivinhar marcas. O aplicativo mostra logos incompletos para que o jogador reconheça e digite o nome da empresa respectiva.

O jogo se destaca em relação aos outros do gênero por colocar diversas marcas na tela, deixando o usuário livre para escolher a ordem de adivinhação.

A dificuldade aumenta conforme as marcas mais evidentes se esgotam, mas completar parte da tela já autoriza você a ir para os próximos níveis – bom recurso que não deixa o jogador desanimar.

Baixe o Logos Quiz para iPhone pelo Downloads INFO.

4 – Que bandeira é esta?

Que bandeira é esta? é um aplicativo no qual você associa as figuras aos seus países respectivos.

É possível escolher entre ver várias bandeiras e adivinhar o país ou então ver primeiro o nome para depois selecionar uma das figuras.

O aplicativo permite também a simples pesquisa de todas as bandeiras, fora do jogo, para aumentar seus conhecimentos.

O desenvolvedor disponibilizou também uma versão apenas com as bandeiras do Brasil e outra só com as dos Estados Unidos.

Baixe o Que bandeira é esta? para iPhone pelo Downloads INFO.

5 – “Quick” Trivia – Harry Potter

“Quick” Trivia – Harry Potter é um aplicativo para Android que testa seus conhecimentos sobre essa famosa franquia de livros e filmes.

Três opções de dificuldade são disponibilizadas e o jogo leva em conta quanto você demora para responder as perguntas. Quanto mais rápido, mais pontos para subir no ranking.

Entre os jogos de perguntas envolvendo Harry Potter, esse se destaca pelo aspecto visual, que é mais pesado, mas ao mesmo tempo remete mais à história, beneficiando a imersão.

Na versão gratuita, cada nível tem 30 questões. Os recursos aumentam na variante paga, que custa R$1,98 na Google Play.

Baixe o “Quick” Trivia – Harry Potter para Android pelo Downloads INFO.

6 – Trivia Burst

Trivia Burst é um jogo gratuito para Android, iPhone e Facebook que tem perguntas para todos os gostos.

Feito com colaborações dos usuários, o Trivia Burst tem 24 seções de perguntas, com temas como esportes, celebridades, história, política, conhecimentos gerais, entre outros.

Apesar de contar com 40 mil questões, não há padronização na escrita ou na qualidade. Ainda assim, o programa consegue divertir pela variedade.

Baixe o Trivia Burst para Android pelo Downloads INFO.

Baixe o Trivia Burst para iPhone pelo Downloads INFO.

Acesse o Trivia Burst para Facebook pelo Downloads INFO.

7 apps para comemorar o Dia da Toalha

27 maio

(originalmente publicado em INFO Online)

25 de maio é uma data emblemática para fãs de ficção científica. Nos anos 70, foi nesse dia que grandes clássicos, como Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança e Alien – O Oitavo Passageiro puderam ser vistos pela primeira vez.

A partir de 2001, a data ficou marcada de vez como ícone nerd ao ser batizada como “Dia da Toalha”, em referência ao livro O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.

Separamos 7 apps, para Windows, iPhone, iPad e Android, todos relacionados a importantes obras de ficção científica. Entre os programas selecionados, estão jogos de aventura, pacotes de sons e até um quiz. Confira:

1 – Lightsaber Duel

Lightsaber Duel é um aplicativo que simula os sabres de luz de Star Wars. Muito divertido, ele usa o acelerômetro do iPhone para saber quando você está movendo o sabre ou “acertando” alguma coisa. O barulho de abrir e fechar o lightsaber também é simulado com perfeição.

O aplicativo deixa você personalizar seu sabre com diferentes bases e lâminas. Também é possível escolher qual personagem de Star Wars você quer ser durante a atividade.

Bastante divertido e indispensável para fãs da franquia, o app custa 0,99 dólares na App Store – e só está disponível em inglês.

Baixe o Lightsaber Duel pelo Downloads INFO.

2 -Star Trek PADD

O app Star Trek PADD leva os fãs da série às galáxias em um enorme banco de dados interativo com imagens e informações sobre a saga espacial.

O aplicativo traz uma reprodução do LCARS, famoso computador utilizado no século 24 da série. Efeitos de som, gráficos e vozes do seriado são reconstituídos fielmente.

No app, o usuário pode buscar diversas informações sobre a série de televisão – como naves, lugares, tecnologias, etc. – e ler as últimas notícias sobre o assunto, atualizadas por Facebook e Twitter.

O app custa US$4,99 e, como a própria página da App Store diz, o Star Trek PADD ainda não possui todas as informações sobre o universo da série. Porém, o banco de dados é constantemente atualizado e sempre há novidades.

Baixe o Star Trek PADD pelo Downloads INFO.

3 – Prometheus – Starmap UK

Prometheus – Starmap UK é um app para Facebook que traz notícias, fotos e teasers sobre o próximo filme de Ridley Scott, Prometheus. A produção marca o retorno do diretor ao universo de Alien – O Oitavo Passageiro.

O aplicativo exibe uma animação na qual o usuário pode navegar por links e visualizar trechos do filme.

No longa, uma equipe de cientistas e pesquisadores faz jornada pelos limites físicos do universo, enquanto procura por um mistério ligado à origem da humanidade.

Acesse o Prometheus – Starmap UK pelo Downloads INFO.

4 – Blade Runner Soundboard

O app Blade Runner Soundboard traz diversos sons do famoso filme Blade Runner, de Ridley Scott, para dispositivos Android.

O aplicativo é gratuito e tem um objetivo bem simples: trazer para o Android diversas frases e trilhas presentes no clássico de ficção científica lançado em 1982.

Ao clicar nas trilhas, o usuário pode escutar cada uma delas. E ao pousar o dedo sobre elas, ainda é possível salvá-las como toque de celular, som de notificação ou alarme.

Baixe o Blade Runner Soundboard pelo Downloads INFO.

5 – Men in Black 3

MIB 3 é o game inspirado no mais novo lançamento da famosa saga Homens de Preto. Nele, o jogador deve cumprir diversas tarefas para que os alienígenas não se infiltrem no mundo dos humanos.

O jogo conta com diversos níveis que vão sendo abertos conforme o usuário cumpre tarefas. Em uma interface gráfica bonita e adaptada, o jogador participa de várias missões com direito a breves narrações dos personagens. É possível escolher entre personagens femininos ou masculinos, além de personalizar seu nome.

O jogador também gerencia sua própria agência MIB e pode até recrutar amigos nas redes sociais para jogar junto com ele. Durante a aventura, são disponibilizados vestiários, enfermarias e lojas de armas para equipar os agentes.

O jogo busca levar a narrativa do filme para dentro das telinhas de tablets e smartphones. Além de viajar no tempo com armas futurísticas e combater seres de outro planeta, o jogador ainda pode utilizar o famoso neuralizador para apagar a memória das testemunhas envolvidas.

Baixe o Men in Black 3 para iPhone pelo Downloads INFO.

Baixe o Men in Black 3 para Android pelo Downloads INFO.

6 – Dune by Frank Herbert Trivia Quiz

Dune by Frank Herbert Trivia Quiz é um aplicativo para fãs da saga de ficção científica Duna.

Além de ter 210 perguntas sobre o universo criado por Frank Herbert, o programa conta com mais 50 questões de conhecimentos gerais.

O aplicativo contém 9 modos que funcionam tanto para jogar sozinho quanto em grupo.

Baixe o Dune by Frank Herbert Trivia Quiz pelo Downloads INFO.

7 – Space Odyssey 2001 Soundboard

Space Odyssey 2001 Soundboard é um aplicativo que contém 40 sons do filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço.

Todos os arquivos podem ser utilizados como notificação, toque de celular ou toque específico de um contato.

A maioria dos sons traz frases de HAL 9000, famoso computador que acompanha os astronautas no longa.

Baixe o Space Odyssey 2001 Soundboard pelo Downloads INFO.

Fire Walk With Me (e mais 5 filmes com vilões inesperados)

8 maio

(publicado originalmente no Obvious)

A morte de Laura Palmer no seriado Twin Peaks intrigou milhões de telespectadores nos anos 90. Após meses de angústia, o assassino foi revelado, causando espanto em todos. Conheça cinco filmes que também tiveram êxito nessa proeza de surpreender o público com um culpado improvável.

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Há exatamente 20 anos, era exibido em Cannes o filme Twin Peaks: Fire Walk With Me. O longa fez as vezes de prólogo para o falecido seriado Twin Peaks, mostrando os últimos dias da personagem Laura Palmer. O assassinato da garota intrigou os telespectadores da série entre 1990 e 1991. Apesar da qualidade da trama, o programa, criado por David Lynch e Mark Frost, teve cancelamento prematuro após contínua queda de audiência. A principal causa? Justamente a revelação (imposta pela rede) do culpado por trás da brutal morte – atitude que minou o apelo central da história até então. Mas, ainda que inoportuno, o clímax da descoberta valeu a pena. Poucas obras conseguem preservar a identidade do vilão de forma tão sublime – mas consigo pensar em pelo menos 5 outras películas nas quais essa surpresa também causou grande impacto. (Obs: esse texto não identifica o vilão de cada filme.)

Os Suspeitos (1995) 

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A dúvida sobre a identidade do grande vilão em The Usual Suspects é sugerida desde seu cartaz promocional. Os personagens de Kevin Pollak, Stephen Baldwin, Benicio Del Toro, Gabriel Byrne e Kevin Spacey aparecem perfilados numa sala de reconhecimento de suspeitos. Reunidos em uma cela enquanto esperam liberação da polícia, os cinco gatunos se conhecem melhor e acabam selando parceria para um novo golpe. No entanto, aos poucos o plano vai ficando arriscado demais, graças ao envolvimento do enigmático chefão do crime conhecido como Keyser Söze. Apesar de parecer distante e intangível por um lado, de alguma forma Söze parece estar o tempo todo na cola do quinteto.

Coração Satânico (1987)

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Contando com impagável atuação de Roberto De Niro, no papel do ricaço Louis Cyphre, Angel Heart acompanha um caso do detetive maltrapilho Harry Angel (Mickey Rourke). No meio dos anos 50, ele é contratado para descobrir o paradeiro do cantor Johnny Favorite. Cyphre tinha apadrinhado o rapaz, mas perdeu contato com ele após a Segunda Guerra Mundial. Conforme Angel busca informações sobre o músico, começa a esbarrar em figuras lúgubres, magia negra e novos assassinatos – evidenciando que alguém deseja bastante que Favorite não seja encontrado.

Psicose (1960)

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Uma silhueta misteriosa, uma mulher gritando no chuveiro e uma faca pulsando em sua direção. Esta cena, uma das mais antológicas da história do cinema, faz parte de Psycho, clássico de Alfred Hitchcock. O diretor, conhecido por seu domínio do suspense, narra aqui a desventura de uma ladra em fuga que, após parar em um motel, é esfaqueada até a morte. As investigações sobre o desaparecimento tanto do dinheiro quanto da moça acabam levando até o local, onde as respostas sobre o que ocorreu demoram para vir à tona.

Watchmen (2009)

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Criado inicialmente para quadrinhos por Alan Moore, Dave Gibbons e John Higgins, Watchmen abre com o assassinato do super-herói conhecido como O Comediante. Rorschach, um de seus ex-parceiros fantasiados, desconfia que aquela seria apenas a primeira morte numa série de investidas contra os benfeitores de outrora. Conforme ele investiga o caso e busca antigos aliados, agora aposentados, novas evidências e atentados endossam sua suspeita.

Amnésia (2000)

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Em Memento, Leonard Shelby (Guy Pearce) sofre de um mal peculiar: após o assassinato de sua esposa, ele não consegue mais registrar novas memórias. Ele lembra o que ocorreu no passado antes da morte de sua amada e até mesmo durante o crime – mas não consegue lembrar com quem falou cinco minutos atrás. Mesmo sob essa condição, ele está determinado a encontrar o responsável por seu infortúnio. Seus principais recursos são tatuagens em seu corpo (infestado de pistas que foi acumulando) e fotografias com orientações sobre as pessoas que foi conhecendo. Não bastando o mistério natural da história, o diretor Christopher Nolan habilmente conta a história ao contrário. Não por acaso, é no tardio começo que as respostas residem.

Midnight Movies: importância cultural e impacto social das sessões da meia noite nos anos 70

26 abr

(escrito no segundo bimestre de 2009)

Mais que apenas uma meia noite

O termo midnight movie foi utilizado para designar diversos tipos de filme. Nos anos 50, ele se referia aos longas que iam ao ar na televisão norte-americana a partir da meia noite. O que os unia era a qualidade questionável e a temática inadequada para o padrão social da época. A partir dos anos 70, o rótulo esteve associado a películas alternativas que não conseguiam entrar no circuito normal dos cinemas norte-americanos e eram exibidos na sessão da meia noite, mais notoriamente em salas de Nova Iorque. Hoje em dia, o termo é usado para pré-estreias que ocorrem nesse horário, mas é possível encontrá-lo também como sinônimo para cinema alternativo.

Evidenciada a abrangência do termo, faz-se necessário esclarecer que esta breve pesquisa tratará apenas do fenômeno relacionado à sua acepção relativa à década de 70. Considero essa fase notável pelo grande impacto que exerceu sobre a contracultura da época e sua influência substancial para a própria cultura cinematográfica das décadas posteriores, apesar da distribuição segregada e marginal que esses filmes tiveram. Mesmo tendo uma pluralidade incomum, o midnight movie setentista conseguiu tornar-se um gênero, sendo possível circunscrever características peculiares e traçar paralelos entre os títulos que compõem essa vertente do cinema alternativo.

Existem três classificações recorrentes e apropriadas para discutir a cultura dos midnight movies: trash, exploitation e camp. Todas têm uma carga muito específica em seu idioma original e se tornaram gêneros com o tempo. O “trash” caracteriza uma produção de custo baixo e má qualidade geral, de edição, atuação, roteiro, entre outros. O “exploitation” sinaliza a exploração exagerada de determinado fator, na tentativa de exaltá-lo como fetiche. Por fim, o “camp” é um termo ligado à ironia e ao mau gosto, buscando o precário de forma intencional – e não por deficiência, como muitas vezes acontece com o trash.

Havia um público considerável nos Estados Unidos, no início dos anos 70, disposto a consumir obras ácidas que incluíssem esses elementos. Uma série de eventos trágicos dos anos 60 colaborou substancialmente com isso, sendo possível destacar como mais vigorosos: os assassinatos de John Kennedy e Martin Luther King; a falência do movimento hippie, com seus heróis e seguidores passando do uso recreativo de drogas ao compulsivo, muitas vezes morrendo de overdose; e a dificuldade da sociedade em impedir a carnificina sem sentido ou resultado no Vietnã.

Essa atmosfera possibilitou espaço no imaginário norte-americano para a aceitação de arte niilista, cínica, experimental, transgressora e sem censura. Esse público buscava algo completamente fora do sistema, que chocasse, divertisse e inovasse, possibilitando um mundo diferente e novo. O cinema foi uma das maiores válvulas de escape para aqueles que se sentiam impotentes diante da situação política e social do país. Foi nesse contexto que floresceu o midnight movie, proporcionando momento onde os espectadores podiam se sentir unidos e fortes de novo, enquanto os criadores podiam ser intensos e realizar algo autêntico sem hesitar. Mas como bem destacou John Waters, uma das figuras mais admiradas na contracultura cinematográfica, durante uma de suas entrevistas, a maior parte da sociedade ainda odiava esses filmes, pois eles contrariavam todos seus valores elementares.

A fagulha de El Topo

Há divergências sobre qual teria sido o primeiro midnight movie. Certos registros apontam que cinemas itinerantes dos anos 30 já exibiam filmes dessa linha em sessões à meia noite. Em 57, ocorreu uma série de exibições do tipo para o terror Curse Of Frankenstein, de Terence Fisher, e em 68, o mesmo aconteceu para o curta surrealista Messages, Messages, de Steven Arnold. Além desses exemplos mais concretos, é possível apontar o artista plástico Andy Warhol e o cineasta Luis Buñuel como nomes importantes que abriram passagem para a existência desse tipo de evento, pois os mesmos chegaram a realizar sessões soltas de seus filmes nesse horário e em circuito alternativo.

El Topo, do chileno Alexandro Jodorowsky, parece ser o título mais aceito como referência inicial de midnight movie. Seu êxito comercial foi uma grande surpresa, tanto por ser exibido à meia noite quanto por sua história hermética e surreal. Quem assiste apenas o início do filme, pode ter a impressão de um simples faroeste mexicano ou, se preferir, um “taco western”. Mas, aos poucos, Jodorowsky introduz alta carga de misticismo, cota considerável de atores deformados e grande dose de ultraviolência. Era muito singular, mesmo para a época. Ao apresentar El Topo para as distribuidoras de cinema norte-americanas, Jodorowsky foi desacreditado. A única brecha que conseguiu foi na sala Elgin, em Nova Iorque – ainda assim, em uma abandonada sessão da meia noite. O Elgin tinha experimentado isso uma vez com o curta Invocation Of My Demon Brother, do cineasta vanguardista Kenneth Anger, e decidiu repetir a dose, desta vez com um longa.

A estreia ocorreu em dezembro de 1970. Mesmo sem publicidade, a sala atingiu surpreendente lotação máxima, não só naquela ocasião, mas em todas sessões da meia noite, diariamente, por nove meses seguidos. O fenômeno é explicado pelo “boca a boca” de um público que estava sedento por cinema alternativo, em meio a um cenário artístico em ebulição. Personalidades da contracultura, como Dennis Hopper, Peter Fonda e o grupo de Andy Warhol, iam uma ou mais vezes às exibições. Críticas positivas foram publicadas em vários jornais, como New York TimesVillage Voice e Newsweek. O filme tornou-se um sucesso do underground. Antecipando o que aconteceria com algumas das atrações seguintes do Elgin e de outros cinemas que bancariam o circuito da meia noite, El Topo estabeleceu um culto de adoradores ao seu redor. Pessoas lotavam o cinema para ver o mesmo longa várias vezes, como se fosse uma grande festa ou cerimônia onde podiam encontrar amigos e outros com tendências em comum, fazendo do local um reduto da contracultura.

É interessante notar que, quando o músico John Lennon comprou os direitos do longa, em 1971, e o colocou em circuito normal, o filme não durou três dias, sendo fracasso total de público. Tal ocorrência evidencia o quanto o evento já tinha transcendido a obra em si e erguido suas próprias condições, da qual a película era apenas uma fração, um mote. Sem a magia da meia noite e seu público específico, El Topo parecia perder sua aura. Isso seria outra característica capital do fenômeno dos midnight movies.

A febre da meia noite

Em 1971, quatro salas nova-iorquinas resolveram tentar suas próprias sessões da meian noite: St. Marks, Waverly, Bijou e Olympia. Cada um partiu em busca de um novo El Topo. Entre as tentativas, estiveram: Macunaíma (69), que tirado do seu contexto brasileiro, devia oferecer experiência ainda mais surreal; Reefer Madness (36), filme anti-maconha, que adquiriu tom hilário para o público hippie; e, talvez o maior êxito nessa primeira leva, Freaks (32).

Este último foi dirigido por Tod Browning um ano após o lançamento de sua versão de Dracula (31), com Bela Lugosi. O cineasta estava em busca do que pudesse chocar o público tanto quanto o famoso vampiro, mas obteve péssimo retorno financeiro, principalmente por tratar de forma muito dúbia a questão da deformidade. Freaks expõe diversas aberrações de um circo de horrores itinerante, mas de um ponto de vista ambíguo. Ao mesmo tempo em que explora o que há de mais bizarro e medonho naqueles atores, também parece forrar a história de ternura e compaixão pelos mesmos, distanciando-se de qualquer noção de horror em sua acepção mais comum. Por mais que esse registro sinuoso possa parecer estranho às plateias da época e talvez até às de hoje, o público dos midnights parece não ter tido problema em aceitá-lo, quem sabe justamente pela identificação com os personagens rejeitados, marginalizados e estranhos expostos no filme.

Também com uma horda de seres estranhos, mas dessa vez investindo de vez no horror, Noite Dos Mortos Vivos (68) se tornou o grande sucessor de El Topo. Inicialmente, o filme de George Romero estreou em drive-ins, grindhouses e salas menores – todos estabelecimentos particularmente carentes de critério. As críticas, que a princípio foram péssimas, aos poucos foram se tornando elogios, conforme o longa era digerido além de sua superfície grotesca. Em 71, A Noite dos Mortos Vivos começou a ser exibido à meia noite e alçou de vez o voo para se tornar o maior êxito comercial em termos de custo-benefício da história, só sendo superado em 99, por A Bruxa de Blair.

A Noite dos Mortos Vivos lançou bases estéticas para praticamente todos filmes de zumbi posteriores. Mas o longa tornou-se respeitado até fora de seu gênero por sua capacidade enquanto alegoria política e social, algo rarefeito nos representantes de terror até essa época. Romero salienta em entrevista que, principalmente nos anos 50, era praxe em obras de horror pregar um medo da ciência em geral, sem um contexto moral ou político forte por trás. Por outro lado, em A Noite dos Mortos Vivos parece haver muito o que debater sobre: o teor das intervenções de telejornal que aparecem na história; a natureza dessa nova sociedade enigmática e a revolução que estão conduzindo; o significado por trás da intervenção do exército e a forma como ela acontece; e a forte cena final do assassinato do protagonista negro. Detalhe: essa cena foi às telonas no mesmo ano em que Martin Luther King morreu baleado. J. Hoberman, um dos autores do livro Midnight Movies, descreve o período em que A Noite dos Mortos Vivos foi feito como “o mais violento da história americana desde a Guerra Civil”.

Uma câmera na mão, um horário na cabeça

Outro aspecto maravilhoso em A Noite dos Mortos Vivos é o espírito de “faça você mesmo”, que Pink Flamingos (72) compartilhou em absoluto. Com apenas U$10.000 (orçamento irrisório para uma produção cinematográfica), John Waters dirigiu esse, que é facilmente um dos filmes mais insultuosos de todos os tempos. A película contém não só diálogos entre traficantes de bebês e sexo incestuoso entre um pai travesti e seu filho, mas também uma cena de coprofagia que desafia qualquer boa vontade até hoje – mas, claro, levou as platéias da meia noite a um novo patamar de liberação e histeria.

John Waters escreveu Pink Flamingos na época em que acompanhava o julgamento de Charles Manson e quis fazer algo para ir na contramão dos sentimentos hippies que já se encontravam decadentes. Esse foi o longa que sucedeu El Topo no Elgin e se tornou o terceiro grande êxito da meia noite. As críticas, todas negativas, pareciam apenas atrair mais ainda o público.

Praticamente na mesma época, Ensina-me a Viver (71) também foi lançado no circuito da meia noite. O longa mostrava Harold, um garoto de 18 anos com ideia fixa de suicídio, que inicia um caso afetivo de difícil categorização com uma mulher de 80 anos. A história fez bastante sucesso no circuito de arte brasileiro e chegou a ser adaptado para o teatro. Além da questão da liberação sexual, o filme contém pertinentes críticas ao militarismo, o que apenas ajudou o longa a reverberar na meia noite.

Diante da diversidade de gosto que esse público demonstrou até então, dá para entender como uma completa novidade como The Harder They Come (72) também conseguiu emplacar. O longa, que trazia o músico Jimmy Cliff como protagonista, foi o primeiro midnight movie de blaxploitation (tem apenas atores negros). Também foi o primeiro filme jamaicano da história. Para completar, foi o primeiro a ter trilha sonora de reggae. The Harder They Come trouxe o gênero ao exterior e o levou para o mainstream norte-americano, pouco antes do sucesso de Bob Marley. Embora tenha sido um completo sucesso na Jamaica, a película não vingou nos Estados Unidos no circuito comum. Ele ficou em cartaz por seis anos (somente à meia noite) no Orson Welles Cinema, em Massachussets.

O horror, o horror… Que horror?

O maior sucesso comercial dos midnight movies ocorreu no meio dos anos 70, com a estreia do musical The Rocky Horror Picture Show (75). Após bombar nas sessões da meia noite, o longa conquistou o resto dos Estados Unidos e até outros países. O culto em torno do filme tornou-se colossal. Era comum que fãs fossem vestidos como personagens e cantassem juntos com a tela durante a sessão. Dentro das salas, ocorriam pequenos eventos, como concursos de fantasia, bate-papo com atores e gincanas antes da projeção. O público cativo criou códigos para diversas cenas como, por exemplo, gritar certas coisas ao ver tal personagem ou acender isqueiros ao ver outro – até mesmo jogar arroz para o alto durante a cena do casamento. Em certas sessões, fãs se organizaram para encenar o longa simultaneamente abaixo da tela. Talvez seja o caso mais extremo de público se apropriando da obra na história do cinema.

O enredo de The Rocky Horror Picture Show é baseado na peça musical The Rocky Horror Show, de 73. Nela, um casal comum chega ao castelo de um travesti gótico chamado Frank N Furter no dia em que ele dá à luz sua criatura: o ariano musculoso Rocky. Em 79, algo entre 200 e 250 cópias eram exibidas pelos Estados Unidos, todas como midnight movie. A cada ano, The Rocky Horror Picture Show se pagava e obtinha lucro também. A película ficou no circuito da meia noite por mais de dez anos consecutivos sendo exibido diariamente e nunca deixou de ser exibido de vez. Até 2006, o longa ainda era exibido semanalmente em 23 salas dos Estados Unidos e mensalmente em outras 24, alcançando a condição de filme que mais tempo ficou em cartaz, de forma consecutiva, na história do cinema.

Completamente avesso ao tom de festa, Eraserhead (77) foi a grande decepção de público em sessões da meia noite. Foram poucos exemplos desse circuito que realmente lucraram, mas em contrapartida, existem menos exemplos ainda daqueles que simplesmente não lotaram, como nesse caso. É um fato curioso, principalmente por ser o primeiro longa de David Lynch, um dos cineastas que mais inspira culto na atualidade. Anos depois, ele se tornaria o diretor que mais teve êxito em termos de público e crítica, entre os que estiveram nesse circuito, além de ter admiração de figuras como George Lucas, Mel Brooks e Stanley Kubrick (que chegou a dizer que Eraserhead era seu filme favorito e usá-lo como referência para os atores em O Iluminado).

Mas é possível entender o que aconteceu. Por mais que tivesse a mesma aura surreal, original e self-made, Eraserhead não é cômico, não tem uma trilha sonora agitada, não inspira coletividades festivas e, definitivamente, não é imediato. É um filme letárgico, solitário, introspectivo e hermético, que já traz a atmosfera onírica que permearia todo cinema autoral de Lynch. Certos cinemas passaram Eraserhead semanalmente por quatro anos, mas nunca foram sessões lotadas. Ben Barenholtz, proprietário do Elgin, disse que manteve a película de Lynch por sentir que se tratava de “uma obra importante”. Poucos anos depois, o Elgin faliu.

Um amanhecer amargo

Conforme a década de 70 ia chegando ao seu fim, o mercado das sessões da meia noite começou a se esgotar e muitos cinemas alternativos foram fechando. Em meio a essa crise, alguns longas independentes seguiram as regras do jogo, como Liquid Sky (82). Considerado por alguns como o último midnight movie, essa insólita ficção científica mostra uma silenciosa invasão alienígena que inferniza pessoas da vanguarda nova-iorquina em busca de heroína e orgasmos. Os demais filmes importantes da época que podiam remeter à estética dos midnights já eram feitos por grandes estúdios e para o circuito normal. Foi o caso de The Warriors (79), Evil Dead (81), Heavy Metal (81) e The Wall (82).

De acordo com especialistas, as razões mais plausíveis para a decadência das sessões da meia noite, da forma como elas ocorriam nos anos 70, são: a assimilação do estilo, até então na contracultura, pela cultura, possibilitando sessões de longas estranhos fora daquele horário; a estagnação do culto em torno de determinadas obras, com menos apreço pelas novidades; o crescimento da TV a cabo; e, sobretudo, a popularização do VHS, que permitia sessões privativas de diversos desses títulos. Ninguém precisava mais se submeter à meia noite para ver um filme insólito com camaradas.

A partir da segunda metade dos anos 80, tudo que foi feito sob a alcunha de midnight movie já tinha um tom de homenagem, como no caso do Festival Internacional de Cinema de Toronto, que realiza a “Midnight Madness” desde 88. Mais recentemente, o Festival do Rio também criou uma sessão chamada “midnight movies”, para filmes experimentais e inovadores de sua seleção. O Sesc Tijuca tem o cineclube Phobus, cuja seleção tem o gênero como influência central.

Apesar dessas homenagens, os anos 80 foram caracterizados por ícones audiovisuais de outra estética, como Goonies (85) e Curtindo a Vida Adoidado (86), e a maior parte das manifestações nostálgicas hoje em dia são direcionadas para esse outro cinema, mais ingênuo e jovial.

É possível afirmar que os midnight movies foram importante manifestação da contracultura setentista. Eles se tornaram tão relevantes e divertidos que foram assimilados pelo público comum (e consequentemente pelos estúdios) e alteraram o curso do próprio cinema hollywoodiano, transformando-se em parcela muito significativa de qualquer seleção comercial hoje em dia. Valores que eram completamente marginais e conteúdos imorais e apelativos agora fazem parte da busca e do repertório de qualquer espectador-médio de cinema. Elementos como discussão de tabus, aura independente, cultos com pessoas fantasiadas e anti-heróis desajustados e negados pelo sistema compõem boa fatia da pauta cinematográfica contemporânea.

Muitas obras icônicas dos anos 90 e da atual década têm essas coisas, mas parece anacrônico se referir a tais longas como midnight movies. O discurso crítico se atenuou, dando mais lugar ao humor, por mais que a estética superficial lembre os midnights. Esse abrandamento é algo comum para qualquer objeto que passe da contracultura para a cultura, e não deve ser visto como uma derrota. Pelo contrário, esse é o maior testemunho da importância paradigmática que os filmes da meia noite setentista tiveram para alterar o curso da cultura pop pelas décadas seguintes.

Fontes:

Livros

LYNCH, David. Em Águas Profundas. Rio de Janeiro: Gryphus, 2008.

EWALD FILHO, Rubens. Cult Movies do Século XX. Brasil: Vimarc, 2001.

Documentários

Midnight Movies: From The Margin To The Mainstream. Stuart Samuels. 2005.

Longas *

El Topo. Alejandro Jodorowsky. 1970.

Equinox. Jack Woods & Dennis Muren. 1970.

Evil Dead. Sam Raimi. 1981.

Freaks. Tod Browning. 1932.

Harold And Maude. Hal Ashby. 1971.

Heavy Metal. Gerald Potterton. 1981.

Liquid Sky. Slava Tsukerman. 1982.

Multiple Maniacs. John Waters. 1970.

Night Of The Living Dead. George Romero. 1968.

Reefer Madness. Louis Gasnier. 1936.

Rocky Horror Picture Show. Jim Sharman. 1975.

Curtas

Asparagus. Suzan Pitt. 1979.

Bambi Meets Godzilla. Marv Newland. 1969.

Invocation Of My Demon Brother. Kenneth Anger. 1969.

Thank You Mask Man. Lenny Bruce. 1971.

Sites

http://en.wikipedia.org/wiki/Midnight_movies (em 30 de abril de 2009)

http://www.popsyndicate.com/archive/story/midnight_movies (em 12 de maio de 2009)

http://www.emanuellevy.com/search/details.cfm?id=47 (em 12 de maio de 2009)

http://www.guardian.co.uk/film/2007/mar/02/5 (em 12 de maio de 2009)

http://en.wikipedia.org/wiki/Exploitation_film (em 12 de maio de 2009)

http://en.wikipedia.org/wiki/Camp_(style) (em 12 de maio de 2009)

http://festivaldorio.com.br/site2008/ (em 1 de junho de 2009)

http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Presidents_of_the_United_States_of_America (em 1 de junho de 2009)

http://en.wikipedia.org/wiki/Opposition_to_the_Vietnam_War (em 1 de junho de 2009)

http://en.wikipedia.org/wiki/Counterculture_of_the_1960s (em 1 de junho de 2009)

* Todos filmes capitais não citados já tinham sido vistos anteriormente

** Agradecimentos a Tatiana Zacariotti pela capa

Tom de homenagem prejudica O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus

19 abr

(crítica publicada originalmente no Fino da Mostra, em outubro de 2009)

Terry Gilliam é um cineasta brilhante. Além de seu currículo contar com direção, atuação e animação em comédias do Monty Python, ele dirigiu duas das melhores ficções-científicas já realizadas (Brazil e 12 Macacos) e outros longas que adquiriram status de cult, como Medo e Delírio. No entanto, o que se vê em O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus é majoritariamente um réquiem de luxo para Heath Ledger. O talentoso ator faleceu durante as filmagens e ficou imortalizado pela sua atuação como Coringa, em Batman: o cavaleiro das trevas, lançado já postumamente.

O filme mostra o duelo milenar entre Parnassus (Christopher Plummer) e o Diabo (Tom Waits) chegando a um momento crítico: a filha do primeiro deve ser entregue ao segundo, em função de uma barganha feita num passado remoto. Em meio a isso, surge uma misteriosa figura com amnésia (Ledger) que, aos poucos, se mostra disposta a ajudar o doutor a virar o jogo e não perder sua filha.

Uma premissa tentadora, um elenco fabuloso e efeitos especiais estonteantes. Com todos esses recursos em mão, por que Gilliam não conseguiu tornar Parnassus em mais um de seus clássicos?

Antes de tudo, é triste ver a transição artística que Gilliam fez, hoje lembrando muito mais um genérico de Tim Burton do que um genial produtor de cenários distópicos. Seus filmes dos anos 1980 e 1990 forneceram inspiração para a próxima geração de diretores, destacadamente a produção noventista de Jean Pierre Jeunet. Além disso, nem mesmo o timingde certas cenas parece certo, sobretudo as que contêm Ledger.

Falando nele, cabe a hipótese de não ter havido tempo para fazer os takes definitivos antes de sua trágica morte. Mas isso não justifica que certos momentos pareçam mais laboratórios de atuação do que cenas sérias. Recentemente, Gilliam execrou a teoria de que a imersão de Ledger no personagem Coringa teria sido a principal razão da morte do jovem ator, afirmando que existia um bom clima durante as filmagens de Parnassus. Todavia, é inegável: existe um mau desempenho inicial do ator que pode ter relação com a ingestão abusiva de remédios que, posteriormente, o levou à morte. Em tempo, deve-se admitir que, com o passar da história, parece que Ledger vai ficando mais à vontade, conseguindo desenvolver bem as características de seu personagem, com destaque para o notável sotaque britânico.

Méritos à parte, as atuações que ficarão marcadas na memória são as dos atores Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell, que substituíram Ledger nas cenas que ele não teve tempo de encenar (em sua maioria, partes com computação gráfica). Todos fazem atuações marcantes e nitidamente preocupadas em serem fiéis à visão que Ledger tinha do personagem.

Saindo das questões de elenco, a trilha sonora escorrega ao não respeitar bons ganchos para silêncio e complementar de forma burocrática diversas passagens. Os momentos em CG (nos quais pessoas passam pelo espelho mágico de Parnassus) são dalinianos e grandiosos, mas não aparecem de forma homogênea com o resto da película, resultando também numa desproporção incômoda.

Por mais que a produção tenha sido cancelada e depois retomada por Gilliam, ainda permanece a sensação de que ela está incompleta. Desde a poética aparição inicial de Ledger, em que está morto e revive, até os créditos finais que indicam que o longa foi realizado por “Ledger e amigos”, tudo parece comprometer a independência da obra, mostrando-a refém de seus fatos exteriores – e é isso que perturba. Ele insiste, intencionalmente ou não, em ser uma constante homenagem em vez de ser o grande filme que poderia ser. Trata-se da despedida mais lírica e emocionante que o Cinema poderia dar a Ledger, mas ainda assim, é uma pena que isso tenha impedido que a história fosse contada impecavelmente, como é do feitio de Terry Gilliam.