Saladatas (29 de março a 4 de abril)

29 mar

29 de março de 1943: Nascia Eric Idle, comediante do grupo Monty Python. Uma de suas cenas mais marcantes está no filme O Sentido da Vida, lançado em 31 de março de 1983. Ele sai de uma geladeira para explicar coisas da galáxia para uma dona de casa. Clássico.

30 de março de 1988: Beetlejuice, traduzido como Os Fantasmas se Divertem no Brasil, estreava nos EUA. O filme fez Tim Burton ganhar destaque suficiente para dirigir Batman pouco mais de um ano depois. Michael Keaton, que trabalhou nos dois longas, está bem mais memorável aqui.

31 de março de 1999: The Matrix aparecia para o mundo. Neo, Morpheus e Trinity, invenções dos irmãos Wachowski, faziam sucesso pelo seu carisma, numa história mainstream com grande potencial filosófico. Em uma das melhores cenas do primeiro filme, Morpheus tenta explicar a Neo o que é a Matrix.

01 de abril de 1976: O Rush lançava sua suíte 2112 no álbum de mesmo nome. A letra, escrita pelo baterista Neil Peart, fala sobre um garoto do ano 2062 que acha uma guitarra, instrumento esquecido pela humanidade há muito tempo. Aos poucos, ele aprende a tocá-la e decide mostrar sua descoberta aos grandes sacerdotes que governam o mundo. Eles destroem a novidade e repreendem o jovem dizendo que ele estava trazendo à tona algo que tinha colapsado a civilização anterior. A música tem mais de 20 minutos e é uma das melhores já feitas pelo trio.

02 de abril de 1968: Nesta data, 2001 de Stanley Kubrick ganhou sua première. E que grande choque deve ter sido ver esse filme na época de seu lançamento. Sua análise sobre a relação perigosa do homem com suas ferramentas ainda hoje é perturbadora – ainda mais com seu monolítico final, que gera inúmeras interpretações desde então.

03 de abril de 1995: O King Crimson lançou discos em todas as décadas desde os 60’s. Nos anos 90 ele demorou um pouco, mas se reinventou, como de costume, para parir o álbum Thrak. A faixa-título não está entre as músicas mais vendáveis, mas exemplifica bem a sonoridade do grupo na época.

04 de abril de 1932: “Tarkovski é para mim o melhor, aquele que inventou uma nova linguagem, fiel à natureza do filme, capturando vida como reflexo, vida como sonho”, disse Bergman sobre o cineasta russo que nascia neste dia. Escolhi o final de Nostalgia, mesmo numa qualidade péssima, por ser a tomada mais bonita que já vi. Tarkovski tinha paciência e sabia manipular o tempo com maestria. Sempre achei que a letargia de Antonioni não tem essa profundidade; com o russo, as cenas são hipnotizantes, densas, plenas de substância. Se você se dispor a embarcar, será transferido quase que materialmente para o que está acontecendo na tela. Por mais que eu ame Lynch, ainda o vejo de longe. O recém-falecido Theo Angelopoulos chega bem próximo disso, mas nada me dá sensação de estar em outra realidade como Tarkovski. Assim como Kubrick, é um gigante que lamentavelmente fez menos filmes do que deveria.

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