Imagem

Super Irmãos de Phantom System

9 mar

super irmãos

Conheça 10 jogos promissores do Steam Greenlight

10 set

(publicado originalmente no INFO Games)
O projeto Greenlight, lançado pelo serviço Steam há pouco mais de uma semana, já recebeu mais de 700 propostas de jogos, enviadas por criadores independentes.
Caso boa parte do público goste de certos projetos e vote neles, esses produtos poderão ser comercializados por meio do site.
O veredito da Valve (empresa responsável pelo Steam) sobre esse início foi dividido: muita “confusão” foi ao ar (jogos falsos ou impróprios, como Half-Life 3 e um simulador de voo que fazia referência aos atentados de 11 de Setembro), mas muito material bom também foi mostrado e chamou atenção do público – que está votando em seus favoritos.
Confira a seguir 10 trailers de jogos expostos no Steam Greenlight que chamaram a atenção do INFO Games:
01) Gunman Clive
02) Bleed
03) Dream
04) BROFORCE
05) Unepic
06) Immortal Defense
07) Fly’n
08) Miasmata
09) Incredipede
10) Contrast

Sound Shapes reúne plataforma e criação musical

1 set

(publicado originalmente no INFO Games)

Ao pensar em jogos musicais, é comum lembrar diversos exemplos em que é necessário decorar canções e os comandos para ficar em alinhamento com elas. Mas e se a construção musical fosse mais livre? Algo como um jogo de plataforma em que cada moeda coletada representa um elemento sonoro a mais para a trilha sonora? É nesse território que Sound Shapes, para PSN e PS Vita, se aventura.

Sem se preocupar em elaborar uma história, Sound Shapes é direto: você controla uma bolinha amarela que rola em cenários psicodélicos e deve coletar círculos e tocar objetos do cenário. E é sobre essa base elementar que entra a singularidade do jogo: cada interação da esfera com os símbolos espalhados pela fase representa um novo elemento musical que se junta à trilha sonora, como uma nota no contrabaixo, uma batida no bumbo ou acordes no piano.

Portanto, os elementos coletados interferem diretamente com o que você está escutando nas fases. Isso torna Sound Shapes uma experiência de criação musical singular. Mas o jogo ainda tem mais a dizer.

Boa química entre ação e música – Sound Shapes não deve ser confundido com um jogo rítmico. Ter musicalidade até pode ajudar a passar telas, mas apenas na mesma medida em que ajuda também a lidar com obstáculos sincronizados em outros jogos de plataforma, não sendo algo ligado especificamente à musicalidade, mas sim ao timing das ações. Neste jogo, é a criação sonora que obedece às ações do jogador e não o contrário.

O jogo da Queasy Games não é como Elektroplankton, para DS, que funcionava como uma espécie de playground sonoro sem enredo ou evolução narrativa, e nem como Rhythm Heaven, que mistura cenários psicodélicos ao aprendizado de linhas rítmicas. A mistura de música e plataforma em Sound Shapes é original e ataca em outro sentido.

Ainda na parte musical, a customização de níveis no jogo se sai bem somente na seção rítmica. Até Mario Paint, lançado há 20 anos, soube utilizar um sistema mais sofisticado de notação musical para melodias e acordes, de forma lúdica e acessível ? enquanto a de Sound Shapes é dura e menos atraente, apesar do bom número de timbres disponíveis.

Mas a criação de fases não se resume a isso. O jogo fornece bons tutoriais gráficos e sonoros, que recompensam lições aprendidas com troféus e ensinam bem a mecânica de criação ao jogador. Há no game um bom potencial para criação coletiva e jogos comunitários ao modo do que foi realizado em LittleBigPlanet.

Algumas das fases criadas nesse curto tempo em que o jogo está no ar já contêm mapas mais extensos e um design de fase mais elaborado que os das fases disponibilizadas na campanha normal. Em contrapartida, elas não superam a qualidade musical e gráfica das fases originais, além de sofrer por enquanto com alguns bugs que podem macular um pouco a experiência.

Descompasso entre campanha e Death Mode – O aspecto em que o jogo mais desafina é na dificuldade. Há save points por todo lado e é possível morrer indiscriminadamente na campanha normal ? algo que torna o jogo excessivamente fácil de ser zerado, por vezes tornando-o burocrático. Após finalizar o game principal, há a expectativa de um modo mais difícil ? e é aí que reside o descompasso.

O chamado Death Mode presente em Sound Shapes concentra toda a dificuldade real do jogo. Nele, o jogador fica preso a uma tela com um loop musical, tendo a obrigação de coletar certo número de pontos em alguns segundos. Além do tempo ser curto, inúmeros obstáculos e perigos inundam a tela, tornando o modo extremamente difícil ? e com um levada sonora muitas vezes difícil de aturar. Ainda assim, aos que estiverem em busca de um bom desafio e tiverem persistência, serenidade e sorte para concluir o modo, certamente se sentirão recompensados ? não é à toa que cada fase em Death Mode pode render um troféu.

Todavia, por mais que o recurso preencha a lacuna para aqueles que estão em busca de grandes desafios, é impossível negar que a escolha representa completa descaracterização da proposta do jogo, sendo apenas um adicional de luxo (e até preguiçoso) por parte dos criadores ? algo que jamais poderia render tantos troféus, por fugir demais da essência do jogo e não recompensar a performance em seu principal aspecto.

Sintonia entre imagem e som em alta – Com cada ?álbum? (ou coletivo de fases) desenvolvido por diferentes bandas e artistas plásticos, a mudança ao trocar de mundos em Sound Shapes é drástica, tanto visual quanto sonoramente. Alguns criadores prezaram mais pela construção da fase como um jogo de plataforma, deixando a música como elemento secundário, enquanto outros proporcionam simbiose fina entre os dois elementos.

Foi o caso do compositor indie Beck, que parece ter entendido bem a tônica do jogo. Nas fases que sonorizou, a impressão é de uma canção que é criada conforme o jogador passa cada tela, sendo um processo orgânico, passando a impressão de uma música genuinamente interativa. Certas vezes a letra da música surge em elementos da tela e sugerem literalmente o que acontecerá com eles (como um ponte avisando que se ?moverá um pouco? ou ?sumirá um pouco?). Tudo isso evidencia o bom potencial de Sound Shapes como plataforma de criação digital para jogos que misturem música e ação.

Outro destaque nas fases são seus gráficos, que podem lembrar a ousadia visual de outros jogos excêntricos como Katamari Damacy e PixelJunk Eden. Além dos mapas serem bem idealizados, seus cenários são abstratos e cheio de coloração extravagante. Por vezes, eles contam com citações a jogos antigos como Space Invaders, Arkanoid e mesmo Pac-Man, ao qual a esfera amarela parece fazer referência. Até a recompensa por coletar mais pontos remete à tônica das primeiras gerações de games, em que a pontuação alta justificava mais a fase do que concluí-la.

Mas qual é o objetivo? – Sendo assim, qual é a grande meta ao se jogar Sound Shapes? Se não é possível morrer de vez e cada símbolo pego representa um elemento sonoro, concluir a fase não é o mais fundamental – embora seja bom como ouvir uma música até o fim. Isso torna o game mais uma experiência sonora interativa que um jogo na acepção comum da palavra. Se a bolinha amarela morresse e a fase recomeçasse do zero, a sensação de uma música contínua ou de um videoclipe seria estragada.

Nesse jogo, morrer faz parte da experiência e não significa que ela deva ser parada e recomeçada do zero. Sound Shapes determina que o show deve continuar.

Quem estiver em busca de ação, provavelmente se decepcionará, pela falta de um bom desafio integrado à campanha principal e de uma história com personagens. Mesmo quem quiser um jogo musical mais linear pode ficar um pouco frustrado. É como um experimento promissor de criação de níveis, compartilhamento comunitário e ousadia na criação gráfica e sonora que Sound Shapes se sobressai ? e a experiência pode ser bem divertida ou, no mínimo, curiosa.

Vale ressaltar que no PS Vita existe o benefício da tela sensível a toque em parte do jogo. Mas por mais que ele sirva bem como jogo casual, a partida no PS3 promete ser forte pelo impacto visual e sonoro.

Samsung lança Angry Birds para SmartTV

1 set

(publicado originalmente no INFO Games)

São Paulo – O game Angry Birds ganhou as telas da TV. Hoje, a Samsung lançou no Brasil o jogo – que fez muito sucesso nos smartphones e tablets – em sua edição exclusiva para a sua linha de SmartTV.

Igor Burattini, gerente de projetos da empresa, foi quem apresentou o game – que é jogado por reconhecimento de gestos à distância, em frente à televisão.

Apesar do estilo diferente, ele explicou que quando o game chegou ao escritório da Rovio, na Finlândia, todo mundo ficou entusiasmado. “Não só desenvolvedores, mas todos os funcionários quiseram testar o jogo para ver como era aquele desafio”.

Por causas de avanços assim, diz Burattini, a marca Angry Birds tornou-se ícone na história dos games. “Angry Birds tem desempenho excelente de vendas nos Estados Unidos, na América Latina e na China, mesmo com o jogo sendo muito pirateado. A expectativa é de mais e mais lançamentos”, disse ele, que não se sentiu intimidado ao ver a franquia comparada a gigantes como Super Mario.

O executivo não teve dúvidas ao falar sua preferência entre os jogos da série. “Meu favorito é o Angry Birds Space, até pela parceria com a Nasa para o anúncio do jogo e pelo papel dos campos gravitacionais nele.” A versão, lançada em março deste ano, fez enorme sucesso, vendendo 10 milhões de cópias digitais em menos de três dias.

Burattini destacou também que a franquia deve lançar produtos diferentes da série Angry Birds no Brasil em breve. “O desenho animado dos Angry Birds está em produção e deve sair em breve, mas nos Estados Unidos já existem livros para colorir e publicações educativas com os personagens – e queremos que isso chegue logo ao Brasil também”, comentou.

Ao ser perguntado sobre Amazing Alex, produção mais recente da Rovio que não teve o mesmo sucesso de Angry Birds, Burattini minimizou a questão. “A Rovio lançou 51 jogos antes de Angry Birds. Amazing Alex foi mais uma boa experiência da companhia”, afirmou. Durante a reunião, não foi confirmado se Amazing Alex ganhará versão para a SmartTV.

O futuro da SmartTV – O diretor de televisão, áudio e vídeo da Samsung Brasil, Marcelo Melo Franco, disse que, além das 189 fases de Angry Birds já disponíveis na SmartTV, a expectativa é que o aplicativo seja alimentado com atualizações e outros pacotes. “Nas próximas semanas, devemos anunciar mais jogos, conforme o Dia das Crianças se aproxima”, disse o executivo.

A previsão da Samsung é que 11 milhões de SmartTVs estejam em uso até 2014. Além da empreitada com a Rovio, foi destacada a parceria com o Skype, pelo qual é possível realizar videoconferências pela TV de 46 polegadas. Atualmente, a SmartTV recebe 5 milhões de page views por mês e a intenção é que a empresa consiga dobrar o número de aplicativos para o aparelho nos próximos meses, alcançando 2 mil apps disponíveis.

Pizza Vs. Skeletons alia nonsense e boa jogabilidade

1 set

(publicado originalmente no INFO Games)

São Paulo – Pizza Vs. Skeletons é um jogo inusitado para iOS. No game, você encarna uma pizza gigante que rola e pula em cenários sombrios para destruir esqueletos armados com lanças.

Apesar de sua premissa nonsense, o jogo não é uma ideia excêntrica que se perde em um aplicativo mal desenhado – e isso em todos os sentidos. Além de sua arte ser vistosa, cheia de estilo e feita para telas de alta definição (como a tela Retina do novo iPad), salta aos olhos a boa jogabilidade presente no app.

Pizza Vs. Skeletons se sustenta com comandos típicos de games idealizados para mobile, como movimentar e inclinar o dispositivo móvel para deslocar a personagem e tocar a tela para que ela pule.

Essas características, somadas a uma boa resposta aos comandos, fazem com que esse seja um jogo genuinamente feito para mobile. Bem idealizado, Pizza Vs. Skeletons vai além da extravagância, garantindo boa diversão e uma experiência memorável, principalmente para quem jogá-lo com iPad.

Para ativar a versão completa, com mais de 100 níveis e opções de customização da pizza, é necessário pagar 4,99 dólares na App Store. Uma boa versão demo com 9 fases e um chefão está disponível de graça.

Sprinkle é um puzzle original para Android e iOS

1 set

(publicado originalmente no INFO Games)

São Paulo – Sprinkle é um puzzle para Android e iOS, no qual é necessário controlar altura e angulação de um esguicho de água para apagar o fogo em lugares desejados.

Na história, os habitantes azulados de Titã, uma das luas de Saturno, viviam pacatamente até que uma nave com turistas espaciais (humanos) bate nos anéis do planeta e causa uma tempestade de fogo sobre os extraterrestres e suas casas – sendo necessário ajudá-los a acabar com os incêndios.

O jogador tem controle sobre três comandos em Sprinkle, todos feitos pela tela sensível a toque. É possível ajustar: a altura do canhão de água, posicionando o dedo sobre ele e arrastando-o para cima e para baixo; o ângulo do canhão, tocando sua base e girando a circunferência que aparece na tela; e, por fim, o disparo de água, acionado por um botão que aparece no canto inferior direito da tela.

O desafio do jogo é descobrir como extinguir o fogo usando a menor quantidade possível de água. Sempre o jogador inicia a fase com uma pontuação e ela vai caindo conforme a água é usada. A dificuldade é bem medida pelos focos de fogo não terem um padrão muito rígido para serem anulados.

Em muitos casos, o fogo não é apagado somente com um disparo direto de água, sendo necessário descobrir como deslocar pedras, girar rodas e alcançar botões para abrir caminho até os incêndios.

A jogabilidade de Sprinkle também é interessante, já que, assim como em Angry Birds, pequenas diferenças de angulação alteram substancialmente o resultado final da investida – e aqui, isso é somado também à variável da altura.

O gráfico do jogo é bonito e a trilha sonora também é agradável. Embora o game alardeie o realismo da água e seu comportamento, a física do jogo não é irretocável – aliás, o comportamento da madeira e outros objetos por vezes é esdrúxulo e irreal. Isso até dá um tom engraçado ao jogo se a pessoa desejar destruir os cenários – algo que pode não ter sido uma das intenções iniciais, como em Angry Birds, mas é possível e divertido.

Sprinkle é uma opção original de puzzle e, para os fãs do gênero, pode garantir boa diversão. As versões gratuitas do aplicativo deixam o jogador degustar 12 fases – o suficiente para entender a mecânica e saber se vale a pena adquirir o integral. Para ter todos os 72 cenários, é preciso pagar 1,99 dólares na App Store e 4,17 reais na Google Play.

Little Wheel é simples e rápido, mas cheio de estilo

1 set

(publicado originalmente no INFO Games)

São Paulo – Little Wheel é um jogo em flash do estilo “point and click” que pode ser jogado pelo browser.

Na história, uma civilização de robôs é inteiramente desligada após um acidente e fica milhares de anos sem funcionar. Por golpe do destino, um dos robozinhos é reativado e começa a buscar formas para devolver a eletricidade a toda sua comunidade.

Curto e singelo, o game se destaca pelos bonitos gráficos, bem estilizados, e pela trilha sonora de jazz que permeia toda aventura.

O visual lembra um pouco certas fases do jogo Limbo (Steam/PSN/XBLA) pelos personagens e elementos compostos por silhuetas e pelo ambiente pós-apocalíptico.

A mecânica de Little Wheel é muito simples: todas as ações são efetuadas pelo mouse e pedem a solução de pequenos puzzles com engrenagens e alavancas.

O pouco tempo de Little Wheel pode ser perdoado pelo jogo ser gratuito, mas ele é tão caprichado em sua curta duração que a experiência certamente vale a pena.